[Apresentação] Glaciar Editora


"Os livros são objectos transcendentes", escreveu Caetano Veloso. É a partir desta premissa que a Glaciar se apresenta. Tendo os seus principais colaboradores - Jorge Reis-Sá e Ana Reis Sá - mais de 15 anos de experiência no sector livreiro, é na procura dessa transcendência que se trilha o caminho. Criar livros. Permitir edições. Construir projectos e parcerias. Uma empresa editorial onde são os autores o vértice e o livro tudo o que as margens permitirem.


Numa área onde o conhecimento das mais variadas etapas editoriais e dos mais variados tipos de livro e de mercado são preponderantes, a Glaciar apresenta-se como possível parceira para consultoria editorial. Com uma equipa experiente, saberá aproximar de cada um o objectivo a que se e nos proponha. 
Neste momento, temos estabelecidas parcerias permanentes com a Academia Brasileira de Letras, o Museu de Ciência e História Natural da Universidade do Porto, a editora Paulus e o grupo Cofina. Venha fazer parte deste conjunto de instituições.
"Ama como a estrada começa"
Mário Cesariny


Algumas obras editadas


Dizem que a memória costuma ser ficção. E que a ficção não passa da soma de memórias inventadas. Neste livro, a ficção é a memória mais fiel de um acontecimento extremo que salvou um grupo de soldados.
Era a Guerra Colonial e, como tantos, também eles sentiam a vida a desaparecer lentamente até se apagar com um tiro. Só um muro - o Muro - os conseguiu salvar da loucura. Uma história imperdível. 

"De pestana murcha, lá fomos, marchando para o embarcamento com mil lágrimas reprimidas, com o coração esfarrapado entre a inércia, o medo e a ausência de coragem, subindo para a enorme coisa branca de cujas entranhas saía um ruído soturno, absoluto, inexorável, e que marcaria, para sempre, a memória de o ter ouvido em tantos dias, tantos quantos foram aqueles em que fomos depositados no suplício que nos levaria para onde, mistérios insondáveis, depurações de mimos e raivas contidas, nos haviam de dar a conhecer quem éramos e quem não queríamos ser."

Instituto de Antropologia


O Instituto de Antropologia colige, com as eliminações ou alterações necessárias, todos os poemas que publiquei até à presente data.

JRS, Fevereiro de 2013

Senta-te aí
A cadeira está vazia, um corpo ausente não aquece a madeira que lhe dá forma. E não ouço o recado que me quiseste dar, nem a tua voz forte que grita
meninos na hora de acordar. Ouço o teu abraço, no corredor, em Gaia, e os olhos molhados pela inusitada despedida. O sol foge. Mas o crepúsculo desenha a sombra que tenho colada aos pés. Ou o espelho, coberto com a tua face. Pai: a minha sombra és tu.




O diário de um jovem sensível que vive numa instituição de acolhimento, vítima da incapacidade parental e de uma sociedade burocrática e parca nos afectos.
Um caso, um retrato, uma ficção que espelha a realidade, pela mão de quem acompanha bem de perto tantas crianças como o André.
Sensível, comovente, real, amargo (por vezes duro) mas sempre com um farol de esperança, porque o passado não tem de ser necessariamente futuro.


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