[Vamos ler um livro? - Opinião] Se Me Pudesses Ver Agora | Cecelia Ahern


Sinopse
Para Sempre, Talvez, apresenta-nos um narrador, Ivan, que é um ser imaginário, com a função de acompanhar uma criança que precise de um amigo. Essa criança é Luke, um menino de seis anos que vive com a tia, Elizabeth, de trinta e quatro anos, fria, metódica, obsessivamente trabalhadora que inicialmente não aceita a nova relação do sobrinho com um amigo que ela não consegue ver. Só depois de fazer uma pesquisa na Internet, Elizabeth se sente mais aliviada por saber que os amigos imaginários não são um sinal de solidão mas de criatividade infantil. Um romance divertido, com humor que apela para um imaginário característico dos adolescentes que muitos adultos já perderam mas que deveriam recuperar em nome de um encontro consigo próprios.
Esta não vai ser só um post de opinião, mas também de comparação. Como referi na opinião de "Um Anjo da Guarda" de James Patterson, cujo estilo de história (seja quem for que realmente escreveu o livro!) escrita me fez lembrar de certa maneira tanto Cecelia Ahern que fui pegar, cheia de vontade de ler, o único livro dela que eu tenho por ler em casa e que tinha guardado para o natal.


E não me enganei. O de "Patterson" e companhia (!) foi uma imitação fraca. Fiquei muito desiludida e algo ofendida. Como a Anne Rice e os seus fãs ficaram com a saga crepúsculo, possivelmente. Pelo menos eu fiquei. Em ambos os casos.
Como já questionei antes: serão os amigos invisíveis a nova moda romântica? Vão "abafar" até passarem de moda os vampiros, lobisomens, anjos caídos, imortais, deuses e sabe-se lá que outras criaturas estão na moda os humanos se relacionarem? Vamos ver...

Mas mesmo assim noutros livros do género mesmo sendo, por exemplo, com vampiros, há certos clichés sempre presentes e semelhanças mas a história vai divergindo aqui e ali e cada um tem o seu estilo. Agora entre estes dois livros com "amigos secretos" o "Anjo da Guarda" é quase uma cópia descarada do livro de Cecelia com algumas alterações descabidas e desconexas.

Este sim, valeu completamente a pena ler e é do género "O Meu Encontro com a Vida", em que estamos a ler um romance interessante, cheio de pormenores, histórias cruzadas e personagens interessantes, mas ao mesmo tempo a descobrir-nos a nós próprios e faz-nos pensar em certos aspectos da nossa vida, das coisas e pessoas que nos rodeiam, de como darmos importância ao que não importa e deixarmos escapar o que é realmente importante...

Aprendo sempre algo sobre mim própria e sobre a vida ao ler os livros de Cecelia Ahern e é sem dúvida uma das minhas autoras preferidas. É incrível a capacidade dela para escrever romances em forma de auto-ajuda. É como se estivéssemos a ler um romance histórico. Num romance histórico, por exemplo, estamos envoltos na história, mas a aprender ao mesmo tempo. O que se passou, como viviam na altura, o que comiam, como falavam...
Os livros de José Rodrigues dos Santos e Dan Brown igual... Estamos a viver aventuras e a aprender sem esforço nenhum sobre assuntos muito interessantes e teorias de conspiração e verdades lá pelo meio. E eu adoro livros deste género. Não me poderia nunca esquecer da minha querida Lesley Pearse em que ela consegue até transportar-nos para aqueles tempos! Quase que se torna esquisito acendermos luz ou vermos televisão depois de estarmos perdidos nos livros dela a viver na época vitoriana...

Também gosto MUITO da forma como Cecelia Ahern mistura a fantasia com a realidade de forma a tornar tudo num só, tornando a fantasia realidade e a realidade uma fantasia... E também do facto de os livros dela não serem cliché e os finais serem inesperados. Aliás, não só os finais, mas os livros dela serem, em si, pouco previsíveis e eu adoro isso. E também não se mete com muitos rodeios, o que eu aprecio bastante.

Resumindo, é uma história bonita, meditativa, original, ensina o que é realmente importante e a descobrir quem somos e o que queremos da vida. Ensina, a quem quiser aprender, a enfrentar os traumas do passado e a seguir em frente. A valorizar, a perdoar, aos outros e a nós mesmos, a gostarmos da nossa vida, mas também a fazermos por isso. Temos de fazer por gostar, por acreditar, por conseguir... Usarmos a nossa força interior, o nosso ser. Não nos "apagarmos".

Muitas vezes, só o simples facto de ACREDITAR é o que realmente importa. Não importa o que os outros dizem, pensam ou conseguem ver (ou não). O que importa é aquilo em que NÓS acreditamos...

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