[Opinião] Por Favor, Perdoa-me | Melissa Hill

Será demasiado tarde?
Leonie estava apaixonada e noiva, mas decidiu fugir da sua antiga vida em Dublin para começar de novo - algures onde ninguém a conheça nem ao segredo de que ela foge. Ao instalar-se no seu novo apartamento encontra por acaso um maço de cartas de amor, todas escritas por um homem chamado Nathan e dirigidas a uma mulher desconhecida. Todas as cartas terminam de forma intrigante com as mesmas três palavras: «Por favor, perdoa-me».Comovida com as palavras sinceras de Nathan, Leonie propõe-se a desvendar o mistério do casal e do que lhes correu mal. Se entregar as cartas à legítima proprietária, poderá o amor da vida de Nathan conseguir perdoar-lhe? E durante o processo talvez Leonie consiga também perdoar ela própria algumas coisas…
Alguma vez sonhou em fugir?Deixar o passado para trás?Leonie fez exatamente isso. Mudou-se para outro país e arranjou um novo emprego, um novo lar, uma nova vida...Mas, quando descobre uma caixa de cartas de amor no fundo do roupeiro que terminam todas com «por favor, perdoa-me», vê-se atraída para o mistério delas.
Ouvi falar tão bem deste livro e desta autora, que mal me foi oferecida a oportunidade de o ler, aproveitei logo! Fiquei tão feliz quando o tive nas minhas mãos! Mal cheguei a casa comecei logo a ler e....................
O factor "mistério" alonga-se demasiado para o meu gosto, quantas vezes pensei: "Anda lá! Despacha lá isso!", causou-me alguma ansiedade (no mau sentido), o que levou a que tivesse demorado mesmo muito tempo a ler. A determinada altura cheguei mesmo a perder o interesse, por falta de paciência com o tremendamente lento desenvolver da história.

Para mim, Leonie é demasiado "drama queen" e não gostei nada da sua personagem. A personagem que mais apreciei foi Alex e quando a história se focava nela, era a parte da leitura que mais apreciei (menos algumas situações em que, estando com Leonie, a personalidade desta a "abafa" um bocado). Também não gostei da vertente coscuvilheira de Leonie, e basicamente, comportar-se como se não tivesse vida e a meter-se na vida dos outros...  E lamentar-se por tudo e por nada. E também considero algumas partes da história tipo "soltas" e desconexas... 

A autora bem tenta criar um elo paralelo entre três histórias que de alguma forma se interligam umas coisas as outras, mas não o faz, na minha opinião, tão bem e de forma tão fluída e fabulosa como Judi Picoult ou Lesley Pearse (aliás, nem dá para comparar).

Antes eu apreciava bastante este tipo de livros, românticos, algo dramáticos, género comédia romântica... Mas de facto já está a ser muito difícil encontrar livros deste género que me agradem e me cativem.
Continuei com curiosidade em ler outros livros da autora, desde que não sejam tipo estes e tenham histórias mais originais e com um drama bom, não "desesperante" e demasiado alongado como este. Uma coisa é mistério e suspense, outra coisa é pura e simplesmente andar às voltinhas desnecessariamente, ou seja, estar com rodeios.
Queria mesmo referir um facto muito interessante no livro, mas não me recordo de nenhum.

Acho que este livro é daqueles que ou se adora, ou... nem por isso. A escrita está boa (mas algo infantil para o meu gosto, quase tipo adolescente), e quem gosta de comédias românticas e dramas apaixonados vai gostar deste livro. Esta autora/tipo de história fez-me lembrar Jill Mansell .
Não sei se fui a única a quem pareceu, mas considero os estilos semelhantes...
Um detalhe bonito neste livro, que tenho reparado noutros e acho muito giro, é o desenho no canto das páginas. E claro, a capa, que tem detalhes lindos e está fabulosa...

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