[Desabafos de uma apaixonada por livros] A culpa não é das bibliotecas... é de quem lá trabalha!!

Há muito tempo que não faço uso desta minha rubrica de desabafos... Hoje vai ter mesmo de ser, porque ... alguém tem de o fazer!!!

(Este texto vai ser muitooooooo longo, só os corajosos vão conseguir ou ter vontade de ler o meu desabafo todo)

Ora bem: Apesar de o meu blog ser também (mas não só!), uma homenagem às bibliotecas públicas do nosso país e arredores, já tive péssimas experiências com bibliotecas! No início deste blog tive mesmo muitas pessoas a dizerem que não punha mais os pés em bibliotecas nenhuma, pelas más experiências, mau atendimento, pelo péssimo serviço prestado de determinada biblioteca. O que eu digo sempre nessas situações é: "Por umas não têm de pagar todas!!" e acreditem, é verdade!!
Detesto injustiças, é algo que não consigo tragar nem sequer se estiver inconsciente, não dá! Não está na minha natureza!

O problema, e temos de começar a corrigir a expressão, não é: "Aquela biblioteca é horrível". Isso é o mesmo que dizer: "Portugal é horrível!". NÃO! Teremos de dizer antes: "Quem está por detrás de...!" ou quem governou ou governa!!

Na minha própria biblioteca quase sempre me senti mal acolhida. Aliás... Pessimamente acolhida... De facto, não me senti acolhida de todo, tanto que eu sou viciada em estar nas bibliotecas, simplesmente lá estar, e a minha biblioteca, que fica a 5 minutos a pé de minha casa, raramente lá ponho os pés. Só lá vou mesmo para doar livros.
Passei mais tempo em bibliotecas os 5 dias em que fui a Lisboa para a Feira do Livro, do que passei os anos que já vivo aqui nesta cidade, nesta biblioteca. Que até o nome da minha rua é o nome da biblioteca!!

Houve uma altura, há mais de um ano em que lá estavam pessoas fantásticas, que me apoiavam imenso, sabiam o meu nome, quando eu entrava lá até sorriam de forma: "lá vem mais uma boa doação", e até criaram um álbum só para mim, para o meu projecto, mostrando livros que eu doava, e até liam o meu blog!

Depois tudo acabou. Essas pessoas já lá não estão, segundo me informaram, e é difícil escrever isto sem dizer o que realmente penso e eu não gosto de o fazer, por isso digo-o tal como sinto e ainda tenho algum direito de liberdade de expressão (acho eu, pois já se está a ver que nos dias que correm isso é muito relativo), que aquilo ficou um bocado "entregue aos bichos"
Não é para ofender ninguém, se a carapuça servir nada posso fazer, é a expressão mais simpática que encontrei.

Passou de: "Olha a Liliana! O que nos trás hoje?! Ai, que livros tão bons!! Maravilhos!! OBRIGADA!!" para: 
"É para doar? Pode deixar ai".
Pode deixar ai não! Entreguem-me um comprovativo em como os doei ou então esqueçam, que o que não falta são bibliotecas que deliravam pelos livros que eu vou doando! Olha que porra! Por essas e por outros comecei mesmo a deixar de lá ir!!

A última doação, à um par de dias atrás foi ainda melhor.
Eu disse: "Olhe, poderia verificar, se faz favor, na vossa base de dados se não têm mesmo nenhum exemplar do que está aqui? Eu já vi no catálogo online, mas prefiro sempre que verifique, pois se já tiver algum exemplar destes, eu faço antes a doação a alguma que não tenha nenhum..."
Ao que a "senhora" que lá estava, a atender-me pela primeira vez, disse-me: "Se não quisermos algum dos que aí estão, se não tivermos interesse nesses livros, ligamos-lhe para os vir buscar e faz o que quiser com eles..."
Ora... A quem ela foi dizer isso e ainda por cima no tom em que se dirigiu à minha pessoa! Não fosse eu intolerante às injustiças, snobismos, mal educações e não ter feitio para ouvir e calar!!!! Mas é que venha quem vier! Garanto-vos eu que se a minha família não me fala assim, não vai ser NINGUÉM neste mundo inteiro a falar-me dessa maneira! Seja quem for, venha quem vier!!

Se eu já estava por um fio com aquela biblioteca, essa foi a gota que fez transbordar o copo! Mesmo assim só posso dar os parabéns a mim própria para não fazer uso do meu dicionário muito prático e expressivo para lhe dizer e chamar precisamente o que eu estava a pensar... 
Estive mesmo, mas MESMO para pegar nos livros e aquela ter sido a última vez que lá metia os pés. Juro-vos eu: estive a um micro-segundo de o fazer, até peguei neles e tudo, quando nesse preciso momento vem para o meu lado uma senhora já com alguma idade, com uns quantos livros na mão para requisitar e ler em casa.....

Digo-vos: eu mal-disse verdadeiramente esta minha "força solidária auto-destrutiva"!!! Raios partam!!! 
Disse à tal que me estava a atender para atender a senhora primeiro, que eu não tinha pressa, e assim dava-me tempo de pensar no que fazer, se dizia pela última vez o que tinha para dizer em bom Português de Portugal, pegava nos livros e me ia embora, ou se os utilizadores TODOS da biblioteca teriam de ficar a perder por causa de gente que não sabe o que está a fazer, e neste caso em específico, nem sequer merece a sorte de ter a profissão que tem!!
Recordei-me de quando entrei nesse dia na biblioteca, ver lá ao fundo o pessoal lá dentro da biblioteca a passar pelas estantes, à procura de bons livros para ler... A senhora ao meu lado com um sorriso, com novas histórias para descobrir....

O que acham que fiz eu? Claro que doei os livros! Raios partam eu meter os meus princípios à frente do meu orgulho!!!!

Mas não sem antes distribuir umas "bujardas", claro! Se não nem era eu!
Disse-lhe que lhe garantia pelo que ela quisesse que aqueles livros a biblioteca não os tinha, mas DE CERTEZA (!!) nem muito menos com aquela qualidade, novinhos em folha. Sabem o que ela me respondeu?
"Ah, estes não sei, mas por exemplo, desta autora tenho a certeza de que já temos, mesmo que não seja esse..."
Como interpretam vocês este comentário? 
Porque eu nem vou meter aqui o nome associado ao comportamento dela, mas rima com muitas palavras!
Eu: "Olhe,  por acaso esses vocês até os têm aqui, porque pelo menos dois deles fui EU quem os doou!!"
Ela (finalmente!) conseguiu perceber que eu estava mesmo pior que estragada, para não dizer como realmente eu estava, que é uma expressão que rima com escondida, e lá foi ao catálogo, lá viu que realmente não tinham aqueles exemplares, preencheu os papéis da doação e depois basicamente "xauzinho".

Peguei na porra do papel do comprovativo da doação, peguei em mim e ainda fui dar uma volta pela biblioteca, porque é um vício apesar de tudo, e também para ver por onde andavam os livros que eu já doei, pois adoro vê-los à disposição do pessoal, pelo menos 3 encontrei eu em destaque logo à entrada, mais um na prateleira de exposição no andar de cima, e isto sem procurar muito...

Se não fosse, e mais uma vez entra aqui as situações incríveis de puro acaso, o que significa que assim estava destinado a ser, se não fosse por acaso eu ter uma questão relacionada com eventos na biblioteca, eu tinha ido embora e nunca mais me viam ali!

Cheguei-me a ela novamente e disse: "Quero falar com a pessoa responsável pelos eventos aqui na Biblioteca!". No meu tom assertivo e ai ai ai, se me responder mal outra vez...
Ela desta vez nem veio com porcarias, ligou logo a quem de direito. 
Se depois de falar com a dita pessoa fosse novamente mal recebida, até queixa, juro-vos, eu apresentava no livro de reclamações. Mas é que o fazia!!

A pessoa não me podia atender naquele momento... Já se falava em marcar para a semana... e eu já estava mesmo, mesmo, mesmo naquela: "que se lixe isto tudo...", ao que eu ouvi na conversa telefónica: "....mais tarde............" e eu interrompi e disse: "Posso passar cá mais daquê bocado, porque ainda tenho de ir ali ao centro da cidade e depois volto por este caminho".

E assim ficou combinado. No entanto fui fazer o que tinha a fazer e já ia na ideia de que ia chegar à biblioteca, perguntar pela pessoa e ela já se ter ido embora... Era a sensação que eu tinha mesmo... estava já fixa na ideia de nunca lá mais meter os pés...
Fui fazer as minhas cenas e voltei. A senhora lá ligou para quem deveria de falar comigo que disse que já descia. Pelos vistos era um senhor, e ia ser a primeira vez que falava com algum senhor naquela biblioteca, tinha sido até agora só mulheres.

Lá chegou o senhor. Senhor esse que renovou a minha fé nas bibliotecas, no meu trabalho, e especialmente naquela biblioteca em específico. Foi ele que fez com que não desistisse da biblioteca da cidade que me adoptou. A quem eu já dei TANTO!! Mostrou-me, em forma de visita guiada a biblioteca TODA como nunca antes o tinham feito. Vi e conheci partes da biblioteca que nem sabia que existiam. Soube de actividades que a biblioteca realizava que eu não fazia a mais pequena ideia.... descobri um mundo totalmente novo e ele também, pois ele não fazia ideia da minha existência, apesar das outras saberem perfeitamente quem eu sou e o que faço, lhe poderem ter falado de mim para eu poder ajudar nos projectos em que toda a ajuda é pouco, mas nada!

Apesar de terem TODOS os meus contactos e até a minha morada, número de telefone, blog, facebook, tudo!... Eu não sabia que este senhor tinha chegado e que estava a revolucionar aquilo tudo, nem ele sabia o que eu fazia e da minha dedicação às bibliotecas, e a vertente cultural e literária disto tudo...
Mas o que não falta lá é quem soubesse e pura e simplesmente se borrifou...

Pelos vistos, para certas e determinadas pessoas, eu e o que eu faço não tenho importância absolutamente nenhuma.

E se isto fosse só comigo, que se lixasse! Se acontecesse só numa biblioteca, e se fosse logo a minha, que se lixe! Pois eu tenho mesmo dedicação por isto, e as outras pessoas não estão para estar a levar com estas coisas, seja de que biblioteca do país for e desistem de vez, nunca mais voltam a meter os pés na dita biblioteca ou em sequer em nenhuma, e muito se perde... 
O problema não é isto acontecer numa, é em acontecer em MUITAS!!!
Até eu que sou especialmente dedicada às bibliotecas, cheguei a perder todo o gosto e a questionar-me verdadeiramente:

Vale a pena eu estar a dedicar a minha vida, as minhas horas, a minha saúde a tudo isto, e para quê?

Tenho-o dito. 

15 comentários:

  1. Liliana,

    Revi-me naquilo que escreveste acerca de quem trabalha em bibliotecas. O atendimento aqui na biblioteca da minha cidade depende da pessoa que está lá para te atender. Há gente ignorante, que não tem respeito nem dá valor ao fantástico trabalho que lhe calhou em sorte, e depois há aqueles pessoas porreiras que até te ajudam a escolher os livros e te dão recomendações. Nunca doei nenhum livro à biblioteca da minha cidade, porque simplesmente não tenho livros para o fazer (compro muito poucos e vivo de empréstimos, trocas e do que têm lá na biblioteca - na minha estante ficam apenas aqueles que quero conservar para vida).

    É notável aquilo que fazes, e por isso merecias um atendimento educado e valorizado. Mas sabes o que é que eu acho? Muitas das pessoas que trabalham em bibliotecas não têm um amor verdadeiro pelos livros. Não têm aquele amor que nós, enquanto leitores ávidos, mantemos e alimentamos. Por esta razão não sabem dar a valor a pessoas como tu, que dão o pouco que conseguem para que outros possam desfrutar de boas leituras.

    Bjs

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    1. Muito obrigada pelas tuas palavras e carinho Silvana <3

      De facto é raro encontrar pessoas que trabalhem em bibliotecas com uma verdadeira paixão por livros e pela profissão, mas já encontrei! Se não tivesse encontrado tinha logo deixado isto tudo.

      E como referi, se eu tivesse mesmo seguido em frente (faltou tão pouco!) para nunca mais lá meter os pés, não eram só os utilizadores que ficavam a perder e toda a ajuda que me ofereci a dar a todos os níveis à biblioteca (e já ofereço à tanto tempo e nunca ninguém quis saber, até agora, e vamos ver como corre), também as pessoas que lá trabalham e eu não lido pessoalmente e que adorem o que faço também ficariam em parte a perder. Pois eu acredito que haja um par de pessoas lá que valha mesmo a pena, o problema é que quase nunca me cruzo com essas...

      Ainda agora requisitei um livro, acho que nem um livro eu lá requisitava à mais de um ano e disse a mim própria: "deixa lá ver o que acontece", e por acaso quem estava para me atender até já não via há imenso tempo (até pensei que já lá não estava) e lá está... Foi simpática e prestável (se leu este texto ou sequer me reconheceu, não sei! loool) mas esta por acaso acho que sim, que é simplesmente simpática e fiz três ou quatro perguntas sobre o livro e conseguiu responder a maior parte, foi ver ao computador o que questionei, tudo ok. E ainda me disse: "infelizmente só temos estes dois da autora" e eu sem pensar disse: "vou ver o que consigo fazer em relação a isso". Agora se ela o disse por se lembrar de mim ou do que eu faço ou só por dizer, pela forma como o disse, não sei, nem vou pensar mais nisso. Atendeu-me de forma decente e isso é que importa, pois já não o faziam à muito tempo.

      Mas há bibliotecárias que têm uma paixão, um fervor tal pela profissão, pelos livros, por tudo o que uma biblioteca envolve, que até contagia e dá para elas e para compensar muitas outras, como é o caso da querida Filipa da Biblioteca Camões de Lisboa...

      Por estas pequenas coisas, estas pessoas, por seguidores como tu é que eu vou continuando em frente, mas sem nunca engolir sapos nem bater com os pés! Continuo, mas nunca calada! E sempre a provar que posso ser uma gotinha de água no oceano, mas para fazer transbordar um copo já cheio, uma só gota chega...

      Beijos :*

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    2. Sim, por essas pessoas 5 estrelas vale a pena. :) Sabe sempre bem cruzar-mo-nos com elas e discutir um bocadinho sobre livros. As outras merecem, como dizes e bem, o uso de determinadas palavras do nosso vocabulário mais sombrio.

      Mas acho que esse senhor que te levou a visitar a biblioteca e acolheu demonstrou bastante consideração e respeito. E isso, acho que é de valorizar. Na minha opinião, as bibliotecas podem ter um papel dinâmico e interativo dentro de uma comunidade. Mas é preciso que quem lá esteja, tenha esse papel e impulsione a criação e desenvolvimento de atividades e projetos.

      Continua com o teu bom trabalho. O teu blog e aquilo que fazes, foi das coisas mais inspiradores com que me cruzei nos últimos tempos. :)

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    3. Nem sabes como te agradeço essas palavras e a força que me dão... :3

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  2. Ainda não vivi uma situação dessas pois só frequento a da aqui mas as pessoas que trabalham ao público deviam ter cuidado...

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    1. E se fosse mau atendimento ao público só nas bibliotecas... :/

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  3. Enfim, minha amiga, mais do mesmo! Mas acho que fazes muito bem em não desistir dos teus projectos e dos teus princípios por causa de pessoas que não merecem nem um segundo da tua atenção.
    Espero sinceramente que esse "novo" senhor venha fazer a diferença e te ajude a ajudar ainda mais ;)

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  4. Compreendo-te a biblioteca onde vou tem 2 bons trabalhadores e simpáticos depois tem outros andam lá a fazer de corpo presente.
    A cena que mais me irrita é deixar livros e depois ir escolher outros, desisti disso pois se o fizer apesar dos livros ainda não terem sido arrumados e muitas vezes a ficha ainda estar aberta no meu nome existem umas criaturas que me pedem o cartão físico (que eu nunca levo).

    Resolvi isso indo com os livros para entregar e os novos a requisitar e assim já não chateiam.


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    1. [...]... outros andam lá a fazer de corpo presente ...[...] HAHAHA xD
      Gostei!

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    2. Obrigada apenas disse a verdade ;)

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  5. Por vezes é melhor esquecermo-nos dessas pessoas e lembrarmo-nos do bem que é uma biblioteca! Felizmente, não me posso queixar da minha Biblioteca Municipal, já que tem pessoas bastantes simpáticas e que já me conhecem pelo nome (pudera, já são tantos anos!).

    No entanto, sei que há pessoas que trabalham numa biblioteca simplesmente porque sim ou porque lá os meteram e que não têm qualquer apreço ou interesse pelo que fazem ou por onde trabalham. Exemplo disso foi uma outra biblioteca que frequento, à qual, por email, perguntei se poderia doar um livro que tinha duplicado e que eles não tinham. Fi-lo para o email para o qual peço para me renovarem as requisições, ao qual, para surpresa minha, me respondem que os meus livros foram renovados! Mas não foi isso que pedi! Aquela resposta foi mesmo automática, a pessoa por detrás estava em piloto automático! Se eu não descobrisse outro email da biblioteca para o qual reencaminhei o meu email, tendo tido uma resposta positiva e decente, não teria doado aquele livro àquela biblioteca, de certeza! E só insisti nisso, porque era o segundo livro de uma tetralogia de uma autora favorita minha, cujo primeiro livro foi o primeiro que requisitei naquela biblioteca. E por eles não terem o segundo, deixei a tetralogia em suspenso até ter podido comprar o segundo livro para mim. Anos mais tarde, tive oportunidade de comprar aquele segundo livro numa promoção de dois livros, e quis doá-lo àquela biblioteca para que outros pudessem ler a tetralogia completa. E fiz questão de o dar à pessoa que me falou como deve ser!

    Tudo bem que trabalhar no atendimento ao público pode ser aborrecido por ter de lidar com pessoas o tempo todo e/ou por ter de fazer as mesmas coisas uma e outra vez. Mas de certeza que se o fizerem com outra atitude, poderão ter uma resposta bastante mais recompensadora.
    Temos de acreditar e continuar a apostar nestes sítios que se estão a tornar em em locais de eventos, de transformação, em locais que são muitos mais do que meros reservatórios de livros. Não pares o que fazes, pois, como descobriste, por detrás desse tipo de pessoas podem estar pessoas muitos mais interessantes e interessadas nos livros :)
    Beijinho

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    1. Muito obrigada pelas tuas palavras...
      Fiquei muito comovida com o motivo da tua doação, pois eu faço precisamente a mesma coisa (fora o resto, claro), mas saber que há mais como eu é tão gratificante... <3

      Já tive bibliotecas a dizerem-me mesmo "temos muitos livros e um bom orçamento para sermos nós a comprá-los, não queremos doações para nada"... Nem imaginas como me senti, com outras bibliotecas a contarem-me as necessidades que passam, e a tristeza dos seus utilizadores que não têm grande variedade de livros para ler, e até chegam a requisitar repetidos só para terem algo para ler....

      E depois é pela forma como o dizem! A arrogância, o desprezo....

      Mas depois recebo palavras como as tuas, relatos como o teu, incentivos, apoios, ... e cá me vou aguentado... Porque é complicado... Isto não é um simples blog, é um projecto, e ainda falta explorar as vertentes todas que quero inserir aqui, mais a minha própria vida e outros projectos em que estou envolvida e há dias, daqueles em que é só más respostas e sem nenhuma palavra amiga em que penso seriamente se valerá a pena tudo isto...

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    2. Há um pequeno reparo que tens aí que fazer: não são as bibliotecas que dizem, são as pessoas que trabalham lá que dizem ter livros à farta. Ainda bem para elas! Talvez aí a maior falta seja de sentimentos em vez de livros - lerão eles os livros que têm?

      No entanto, quando te sentires em baixo, olha em volta e pensa naquelas bibliotecas que ajudaste. Melhor, nas pessoas que ajudaste através dessas bibliotecas. Ou ainda, como um gesto de alguém doar um livro te ajudou. Por vezes, podem não te dar o reconhecimento adequado mas as tuas acções têm consequências que muitos irão agradecer. Continua :)

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    3. Tens toda a razão, até eu cai na própria "esparrela" que até foi o título desta publicação, de me referir à biblioteca como um todo e não especificamente às pessoas que lá trabalham... Se até eu cometo essa gafe, imagina as outras pessoas que não estão para aturar estas coisas por parte de quem nelas trabalham!!

      Mais uma vez muito obrigada pelas tuas palavras e apoio <3

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