Bandeira de Portugal: Mitos e Factos


A Bandeira de Portugal é um dos Símbolos da Nação que legalmente se chama "República Portuguesa". Por Portugal ser uma Nação quase milenar e por ser um dos Símbolos Nacionais a par do Hino e da Língua, é natural que esteja envolta em alguns Mitos e Lendas. No entanto, irei trazer a realidade dos factos neste Artigo.

Introdução
A História da Bandeira Portuguesa começa com a História da nossa própria Nação, ou seja, com a História do nosso primeiro Rei, D. Afonso Henriques. Ao contrário do que a mitologia indica, D. Afonso Henriques tinha uma relação fantástica com a Mãe por ser a responsável pela sua sobrevivência depois da morte precoce de seu Pai, D. Henrique de Borgonha em Artorga, Reino de Leão.

Nos costumes cristãos da época, quando uma mulher ficava viúva, teria que contrair matrimónio com alguém da sua própria família visto que "bom filho à casa sempre retorna". O único 'solteirão' da família era o tio de D. Teresa que tinha fama de maltratar mulheres. Como D. Afonso detestava o tio-avô e como não queria que a sua mãe fosse sua mulher, D. Afonso fez de tudo para a livrar de tal tortura. Deste modo, nasceu o Reino de Portugal, ou seja, retirando a vassalagem de D. Teresa à Casa de Jiménez e ao Reino de Leão e transitando-a para a Santa Sé e para Deus, D. Teresa já não teria que casar com o tio.

Na célebre Batalha de São Mamede, D. Afonso Henriques e sua Mãe defrontaram em conjunto as tropas da Casa de Jiménez. Como gratidão, D. Afonso nomeia a própria Mãe como Primeira Rainha de Portugal que seria sucedida por D. Mafalda de Saboia. Naturalmente que a Independência de Portugal teve de ser paga ao Papado. O custo da Independência foi de 30 onças de ouro que foram pagas em 6 tranches de 5 onças cada, sendo que as 2 primeiras foram pagas em simultâneo.

Bandeira de Portugal

As Quinas e os Besantes
Tradicionalmente, é-nos contado que as Quinas e os Besantes indicam as Cinco Chagas de Cristo. Nada está de mais errado visto que o número de Quinas e de Besantes foram-se alterando ao longo da História. As Quinas formam uma Cruz que indica claramente as origens templárias de D. Henrique de Borgonha. Não convém esquecer que D. Henrique, Pai de D. Afonso Henriques, recebeu o Grau de Mestre Templário por jurar expulsar os Árabes da Península Ibérica. Os Besantes significam as 30 onças de ouro que D. Afonso I teve de pagar ao Papa Alexandre III pela redacção da Bula Manifestis Probatum e as Quinas, as respectivas tranches sabendo que a quina central representa as duas primeiras tranches que foram pagas inicialmente.

Os Castelos
Mitologicamente, é indicado que os Sete Castelos simbolizam as sete vitórias de D. Afonso III em terras algarvias e que o vermelho em seu redor, significa o sangue derramado nessas conquistas. Mais uma vez, um erro grave de interpretação visto que houve várias Bandeiras Nacionais que tiveram mais do que Sete Castelos. Se o interior da Bandeira significa a família paterna de D. Afonso Henriques, os Castelos representam claramente a sua Mãe. D. Teresa de Leão, quando recebeu o Condado Portucalense, recebeu também sete castelos que estavam nesse mesmo Condado. A cor vermelha em redor dos Castelos representa a raiz saguinária que deu origem ao Reino de Portugal, ou seja, ao forte amor que um filho pode ter pela sua mãe, assim como os actos heróicos que pode fazer para demonstrar esse mesmo amor.

A Esfera Armilar
Durante as Conquistas Ultramarinas de Portugal, os territórios conquistados fariam parte integrante do Território Nacional. No entanto, com o evoluir das Conquistas, tornou-se impossível administrar esse mesmo território. Curiosamente, D. Manuel I usava a Esfera Armilar no seu Porta-Estandarte visto que, no seu Reinado, ainda existiam poucos territórios para administrar. No Reinados seguintes, os territórios descobertos foram convertidos em Vice-Reinos em que o Rei passaria a ser também Imperador com a sua Sede em Sintra. Deste modo, as Bandeiras Monárquicas não tinham a Esfera Armilar por Portugal ser uma Federação de Estados. curiosamente, esta visão federal pioneira à escala global foi a origem da crise dinástica que dividiu D. Pedro e D. Miguel.

O Vermelho e o Verde
É-nos ensinado na Escola que o Vermelho simboliza o sangue derramado pelos Portugueses e que o Verde é a Esperança do Povo Português. Mais uma vez, um grave erro que tende a trazer algum romantismo à Bandeira. A cor verde era a cor da Cruz Gamada de Aviz de D. João I que era usada sobre um fundo vermelho como forma de representar a Dinastia de Aviz durante os Descobrimentos. Curiosamente, essa Bandeira da Cruz Gamada foi usada pelos Militares na Revolta de 1640 aquando da Restauração da Independência. Mais tarde, em 1891, o verde e vermelho voltariam a Portugal mas com o cariz maçónico francês da "Igualdade, Fraternidade e Liberdade".

Resumo
Os Mitos e as Lendas são características essenciais na História de uma Nação. As nações como Portugal, devido à sua idade, conseguem estar envoltas em brumas de mitos e de lendas bastante espessos. No entanto, a História ensina-nos que os factos têm origens bem práticas e muito mais simples que aquelas que a nossa imaginação cria. Os Símbolos Nacionais de qualquer Nação acompanham estes romantismos de origem popular e, também, político. No entanto, as Artes e a Ciência também têm a sua face mística e romântica de forma a permitir que Heróis possam nascer e morrer de uma forma gloriosa.

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